Fórum Lusófono para o Mar

O “Fórum Permanente Lusófono para a Governança dos Recursos Naturais do Mar” é um fórum conduzido e informado por interesses, experiências, e introspecções dos Países Lusófonos do sul, incluindo os governos, as empresas e a academia, conjuntamente com a sociedade civil. A Comunidade Lusófona é, por natureza, uma facilitadora e a anfitriã ideal para um diálogo global na administração do uso do Mar e seus recursos naturais para o desenvolvimento económico e social dos países litorais – e seus resultados indicarão modelos valiosos para vários países.

O MOMENTO ACTUAL
A procura mundial de petróleo, gás e minerais e de posições geopoliticamente consideradas como estratégicas têm aumentado dramaticamente nos últimos anos. Não menos importante é a constatação de que tal fato tem sido ditado, de forma significativa, pelo sucesso econômico de um número crescente de economias emergentes. Num momento em que os paradigmas ocidentais de governança dos recursos ocidentais propostos para o sul reconhecem que tiveram, nas suas propostas, uma falha em grande escala, o “Memorando do Triângulo Atlântico” torna-se mais necessário e oportuno do que nunca. É uma iniciativa inédita, oportuna e com impacto internacional. Num mundo em desenvolvimento e transição, onde está localizada a maioria destes recursos, os países de língua portuguêsa, pelo seu relacionamento de cooperação, podem desenvolver um modelo prospectivo que lhes faculte paradigmas de sucesso, inexistentes até ao momento.

Por essas razões, os países lusófonos, especialmente no ambiente da bacia do Atlantico Sul, deverão se capacitar para enfrentar as novas realidades resultantes de possíveis alterações no quadro geográfico de abastecimento e de prospecção de matérias primas para a produção de energia e outros fins. Nesse novo ambiente, valorizado pela compreensão de uma nova geopolítica do Mar, a partir da riqueza de recursos naturais marinhos dos países de língua portuguesa, a prevenção de conflitos e a manutenção da paz será essencial. Em grande parte, resultará de atitudes de boa governança e da compreensão e entendimento entre os países produtores de energia da comunidade lusófona.

Leia mais sobre esta temática, na seguinte página – Fórum “GRNE”.



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