A Pesca

Relatório da Douglas-Westwood “Marine industries global market analysis” destacamos as seguintes observações:

* A FAO decompõe as atividades do pescado marítimo em captura (Fishing), aquicultura marítima, algas e processamento de pescado/seafood;

* São estimados em 56 biliões de euros (€bn), em 2004, o valor da produção de capturas, com a Europa a representar 8% deste valor. Historicamente, a produção tinha um valor de 67€bn e prevê um valor de 49€bn para 2009. As capturas enfrentam uma tendência de quebra em tonelagem, resultado de problemas sérios de recursos e de quotas. Existem algumas oportunidades proporcionadas por novas espécies (mas não são referidas explicitamente se estas correspondem às de “deep water” antes citadas), mas é referido que a indústria enfrenta um futuro de declínio contínuo até se atingir um ponto de sustentabilidade, a uma taxa anual de 2,5%, em euros (1% em $US);

* É estimado um valor de 24€bn, em 2004, para a aquicultura marítima, com a Europa a representar apenas uma pequena quota de 3,5€bn. Prevê-se um forte crescimento futuro da procura. Há oportunidades para o desenvolvimento de novas espécies, bem como em termos de pesquisa. A longo prazo, a indústria vive uma tendência de crescimento, associado parcialmente ao preenchimento do deficit de produção de pescado, mas também associado ao baixo preço dos seus produtos;

* É estimado um valor de 6€bn, em 2004, para a produção de algas selvagens e cultivadas. Este segmento é dominado pela China (que produz cerca de 75% mas ainda constitui um importador líquido) e outros produtores asiáticos (15%). Estima-se um crescimento médio anual no período de 2005-2009 em 3%;

* Estima-se que um valor para a indústria de processamento de pescado, em 2004, em cerca de 80€bn. Esta estimativa é baseada na premissa de que o processamento pode acrescentar cerca de 100% ao valor global do produto “em bruto”. O principal factor destes produtos é a crescente preferência dos consumidores por alimentos de “conveniência”, resultando em maior valor acrescentado ao produto “em bruto”. O mercado europeu é avaliado em 8,2€bn, em 2004.
As oportunidades em termos de exportações são consideráveis, sendo de referir, explicitamente, o caso das vendas internacionais da Noruega que foram fortemente ajudadas pela criação e desenvolvimento de uma marca premium;

* O processamento é uma atividade em crescimento, alimentada por um crescente apetite do consumidor por “peixe com valor acrescentado” e por alteração de estilos de vida. Para acrescentar valor ao pescado, o processo pode ser simplesmente transformá-lo em “filetes” ou adicionar-lhe um molho criando assim uma refeição “pronta”. Como a população mundial tem crescido, o mesmo tem ocorrido com a procura de alimentos provenientes do mar. Projeta-se que o crescimento deste tipo de procura seja cerca de 60% no caso de a população atingir os 8,5 biliões em 2025.

*Excerto apresentado por SOAMAR Brasil em Portugal


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