Exploração de petróleo

A exploração de petróleo no ambiente marítimo é uma atividade secular. Data de 1886, quando se descobriu que o campo de Summerland , na Califórnia, se estendia para dentro do mar. Nos últimos 70 anos, o desenvolvimento de novas tecnologias permitiu colocar ao alcance das sondas de perfuração praticamente todos os lençóis de petróleo, a qualquer profundidade do mar, inclusive com a colaboração da tecnologia espacial.

Atualmente, a matriz energética da economia mundial depende, em grande medida, do petróleo, fazendo com que a exploração deste seja um grande negócio. No Brasil, o petróleo ocupa uma posição de destaque na matriz energética, com aproximadamente 30% da produção de energia primária. No entanto, sua exploração é uma das maiores fontes poluidoras do planeta, ao causar efeitos ecológicos de curta e longa duração e trazer prejuízos às demais atividades econômicas existentes nas áreas atingidas pelo empreendimento.

No segmento de plataformas, situações similares estiveram presentes. No que tange à demanda, a elevação dos preços de petróleo ao longo da década, além de elevar as encomendas de petroleiros, acarretou em grande evolução nas aquisições de estruturas e equipamentos para produção offshore. Além disso, a grande busca por reservas de hidrocarbonetos levou as empresas petrolíferas a buscar fontes não convencionais de petróleo, especialmente reservatórios em águas profundas e ultraprofundas. Esta evolução levou importante crescimento do uso de plataformas offshore em todo o mundo.

O mercado aquecido, assim como em quase todo o setor naval, elevou preços das estruturas (assim como os de insumos), e os prazos de entrega. Além disso, as plataformas de exploração de maior valor e tecnologia mais sofisticada, como as plataformas flutuantes, ganham maior importância.

No Brasil, a indústria naval também apresentou importante evolução. Aproveitando maior direcionamento da demanda da indústria petrolífera nacional, especialmente da Petrobrás, as encomendas de embarcações e plataformas se elevaram, viabilizando gradual ressurgimento da produção nacional e do emprego no setor.

As plataformas de produção são parte importante nesse ressurgimento. Com valores superiores ao de embarcações convencionais, especialmente as plataformas flutuantes mais complexas, estas estruturas configuram um mercado importante dentro da indústria naval, ainda que em termos mundiais, dado o relativamente baixo número de encomendas, não propicie um volume de negócios comparável aos segmentos de petroleiros, graneleiros ou porta conteineres.

No caso brasileiro, onde as encomendas dessas embarcações foram retomadas apenas recentemente, com o PROMEF, os valores de encomendas de plataformas fazem deste mercado um dos mais importantes para a indústria naval no país.

Esse ponto assume destaque ainda maior após 2003, quando a Petrobrás, iniciou uma política de explícito direcionamento aos estaleiros nacionais, ainda bastante sucateados, com baixa capacitação tecnológica e baixa produtividade de recursos humanos – resultado de anos de inatividade. As recentes descobertas na camada pré-sal da costa brasileira ampliam o interesse pela indústria naval offshore no Brasil. O potencial das descobertas, em termos de volumes de encomendas e de possíveis impactos tecnológicos é considerado bastante expressivo. A Petrobrás e empresas nacionais tem anunciados projetos de encomendas e investimentos com potencial para transformar o país em um dos maiores mercados de estruturas de produção offshore, assim como de embarcações de apoio.


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